O que é ser um líder?
Nos últimos dias pude ler uma matéria muito interessante do renomado e mundialmente conhecido consultor americano Stephen M. R. Covey, publicada na revista Administrador Profissional, edição 266, agosto de 2008 (e que pode ser acessada no site do Conselho Regional de Administração de São Paulo em http://www.crasp.com.br/).
Segundo Covey, “líder é que sabe criar e inspirar confiança. Esse deve ser o primeiro trabalho do líder, pois as pessoas querem seguir gestores que oferecem credibilidade”, diferentemente da maioria que entende que líder é quem tem autoridade para comandar ou coordenar pessoas, ou aquele que por meio de ações e palavras exerce influência sobre o comportamento de outras pessoas.
O texto de Covey me fez refletir bastante sobre muitos que aí estão e que se auto-intitulam líderes, mas que na verdade não inspiram a confiança e credibilidade necessárias para serem tratados como tal.
Pessoalmente conheço alguns casos de pessoas de grande notoriedade, que são empresários, políticos ou simplesmente se destacam em suas comunidades que são tidos como verdadeiros líderes pelos que os conhecem, mas que na verdade possuem outra face que muitos desconhecem.
Pergunto: como um político pode ser considerado como líder se em sua fazenda ele mantém um grande contingente de trabalhadores que vivem em função análoga ao do escravagismo?
Como alguém pode inspirar confiança se diante das câmeras e dos jornalistas prega a ética, mas distante dos holofotes é um sonegador fiscal?
Como podemos seguir e nos inspirar naqueles que dizem que o elemento humano é o maior ativo de sua empresa, mas que vive assediando sexualmente e/ou moralmente suas funcionárias?
Baseado neste entendimento de Stephen Covey, onde o líder é aquele que sabe criar e inspirar confiança, e se passarmos a refletir profundamente, veremos que muitos daqueles que nós achamos que são líderes na verdade não o são.
James C. Hunter, em seu livro O Monge e o Executivo, defende que a base da liderança não é o poder e sim a autoridade, conquistada com amor, dedicação e sacrifício. E diz ainda que respeito, responsabilidade e cuidado com as pessoas são virtudes indispensáveis a um grande líder. Ou seja, para liderar é preciso estar disposto a servir.
Podemos dizer então que aquele que pratica a liderança servidora está gerando confiança e criando laços de credibilidade com aqueles que se relaciona, podendo ser considerado como líder na mais profunda definição da palavra.
Não se engane! Existem muito líderes que realmente estão dispostos a servir, mas existe um número incrivelmente maior daqueles líderes que na verdade querem mesmo é ser servidos.
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